"Sou soldado socialista soviético sem Salazar saber.
Se Salazar soubesse sério sarilho seria!"
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sábado, 15 de maio de 2010
Arre porra!
Nos anos 50, depois de cerca de 30 anos de salazarismo, circulavam de boca em boca estes versos populares:
"Cortejos e procissões,
Fátima, fados e bola
são as únicas distracções
de um povoque pede esmola!
Meia-noite; a marcha passa
entre canções, ao luar;
bendita seja esta raça
que mata a fome...a cantar!
Trinta anos de censura
Vinte de Caixas Sindicais
Mais trinta de ditadura,
arre porra, é demais!
"Cortejos e procissões,
Fátima, fados e bola
são as únicas distracções
de um povoque pede esmola!
Meia-noite; a marcha passa
entre canções, ao luar;
bendita seja esta raça
que mata a fome...a cantar!
Trinta anos de censura
Vinte de Caixas Sindicais
Mais trinta de ditadura,
arre porra, é demais!
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Bocage
Gosto de Bocage. Da poesia. Gosto da satira, gosto da ironia. Do pensamento e das paixoes."Para quem não sabe, BOCAGE foi o famoso poeta Português de nome: Manuel Maria Barbosa du Bocage e viveu na cidade de Setúbal a Sul do Tejo.
Eu levo ou deixo
Diz a lenda que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal. Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos Bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa. Se fazes isso por necessidade, transijo... mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- 'Doutor, afinal eu levo ou deixo os patos?'"
E, ja agora, tambem a historia mais famosa do poeta...
Nicola
"Conta-se que certa vez, depois de uma noite de tertúlia com os seus amigos em Lisboa, à saida do café Nicola foi interpelado por (e aqui as versões variam: policía ou ladrão?) um indíviduo que, sob ameaça de arma, lhe perguntou:"Quem és, de onde vens e para onde vais?".
"Sou Bocage, venho do Nicola e vou para o outro mundo, se disparas a pistola". "
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