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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Boas festas!

2010 não foi um ano fácil. Embora não tivesse havido grande surpresa é sempre muito duro, demasiado duro termos de crescer com os acontecimentos naturais da vida. Perdi muito. Perdemos muito. E sentimo-nos derrotados. Eu cheguei a sentir. Mas também ganhei imenso. Porque em todas as alturas duras estive sempre rodeada de todo carinho, cuidado, atenção e amor. Porque nada na vida é perfeito, mas senti-me perfeita porque mesmo as piores alturas não podiam ter corrido melhor.
E sou muito sortuda. Porque me ajudaram a ter presente que só perdemos realmente se largarmos, se deixarmos. Se nós nos perdermos.

E sou realmente sortuda porque nos melhores momentos também tive o mesmo carinho, cuidado, atenção e amor. Porque só foram melhores por isso.

Reaprendi também que desistir por vezes também é ganhar. Sei mais, conheço mais e defini um pouco mais os meus limites, objectivos e desejos.

Muito obrigada a todos.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Carta ao Pai Natal - Importante


Querido Pai Natal,


Escrevo-te nesta altura em que já deves ter menos trabalho (sendo nórdico de certeza que não deixaste tudo para a última). Sabes que há anos que não peço nada em especial, ainda que me consigas surpreender sempre com um fantástico equilíbrio (dinheiro de um lado, pijama de cetim cor-de-rosa XXL do outro). Peço-te agora um presente muito especial. No fundo não é para mim, é para vários. Ou melhor, é para mim porque ficarei muito feliz se o puderes conceder a outro. Preciso da tua ajuda e da luz que ilumina o focinho do Rodolfo. Preciso que encontres uma solução para o meu tio e para aquele indesejado que assombra a sua vida. Sabes o que o meu tio disse? Que trocava as voltas a todos. Espero que sim, que troque as voltas ao usurpador de saúde. Também me disse que não era nada fácil. Eu sei que não é. E preciso, preciso mesmo de ajuda. Se não puderes fazer nada, já que não és cirurgião, dá prendas de Natal fantásticas a todos os médicos e equipas de cirurgia para que comecem 2009 super motivados, cheios de vontade de vencer e viver. Dá-lhes saúde, amor, sei lá. Eu tenho para dar e vender, mas isso não chega para salvar o meu tio... eu tenho esperança que consigas iluminar o caminho de alguém e que este possa ajudar, pelo menos, a que estejamos todos bem ainda que com a presença do abelhudo.


Já agora, continua a trazer a saudinha de ferro para os meus avós, exactamente como tens trazido. A receita tem sido fantástica, a minha avozinha tem ido abaixo de vez em quando mas recebe uns pozinhos de perlimpimpim e Upa Pedro, como ela diz, e recupera.


Pai Natal, não te esqueças de mim. Espero não ter chegado atrasada.


Beijinhos,

Ana Cristina Amil


P.S. Se precisares de mais algum dado tenho o messenger quase sempre ligado.

P.S.2 Se conseguires dar-me o que pedi, não me importo receber um pijama XXL de veludo com rendinhas de todas as cores do arco-íris e até o uso!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Por tua causa...

Estou ansiosa. Quero escrever e ao mesmo tempo não consigo.
É bom ser lembrada que há gente que tem qualquer coisa dentro que não pedra e cal.


É curioso como há momentos que não se esquecem.
Há uns quantos anos (mais de 10!), pela altura de natal regressava um dia da escola à hora do almoço quando me cruzei com um senhor, daqueles que têm um mapa desenhado pelas rugas na cara, com um boné do F.C.P.. Já devia ter passado por ele um milhão de vezes, pelo menos. E, é um facto, sempre me passou ao lado.
Nesse dia, a descer a rampa que iniciava a minha rua, olhei para ele, sorri e disse "Feliz Natal!".
Não fazia ideia de qual seria a reacção dele. Talvez o esperado fosse um resmungo qualquer atirando por terra qualquer espírito positivo. Não. Sorriu-me, levou a mão à pala do boné e com um ar meio surpreendido e já de cabeça rodada para contrariar o movimento contrário das nossas pernas, replicou-me um "feliz natal".
Tenho a certeza (ia escrever acho...) que foi o mais profundo sincero e marcante cumprimento que já tive na minha vida.

Não sei se o senhor continua por cá. Por mim continua certamente.

Feliz Natal.