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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Termos técnicos

A Ângela é uma pessoa estranha. Às vezes tem a mania que sabe tudo. Hoje teve uma consulta e foi aconselhada a marcar outra de planeamento familiar... (mais sobre o início desta saga aqui)

"Mas eu tentei e disseram-me que só podia ser de 2 em 2 anos"
"Mas vá agora ali à recepção e marque."

(...)
"Queria trocar a consulta que tenho com a Dra. C. para uma geral de planeamento familiar por favor."
"Quer cancelar a consulta com a Dra. C?"
"Quero trocar por uma de planeamento familiar."
"Isto não se pode trocar! São coisas diferentes! Quer cancelar a consulta com a Dra. C?"
"Sim."
"Quer marcar uma de planeamento familiar?"
"(Humpf...) Sim, é isso."

A Angela tem a mania de que sabe muito sobre o trabalho dos outros. E de termos técnicos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Tripeiro

Há muito que não me ria tanto. Em parte porque abri este video (sem saber o que era) na presença dos meus pais... o meu pai estava a ver comigo, a minha mãe apenas ouviu.. foi um momento familiar bonito...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

verdade!

Há pessoas que nos fazem questionar o sentido das nossas acções. Outras, questionar com que é que alguns perdem o seu tempo e porquê. Contudo, felizmente, há pessoas que o fazem para nos explicar o sentido da vida (a verde).

"Gostaria de conhecer A VERDADE?

Será que Deus realmente se importa connosco?
Será que eu realmente me importo com Deus?

A guerra e o sofrimento acabarão um dia?
Assim que o Elvis regressar.

O que acontece depois da morte?
Alguns são enterrados, outros cremados, outros colocados em valas comuns.

Há alguma esperança para os mortos?
Estão mortos? Precisam de esperança para quê?

O que preciso fazer para Deus ouvir as minhas orações?
Mudar de frequência.

Como posso encontrar a felicidade?
www.afelicidadeestaaqui.com"

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Se eu te visse..

Não gosto nada quando as pessoas resolvem virar invisíveis e têm a atitude de completa disponibilidade. Não me importo de ficar N tempo sem falar com determinada pessoa, há relações que são mais saudáveis assim até. Quando nos encontramos falamos a sério, não deixámos de nos conhecer. Agora fazer de conta que são muito participativas, acessíveis e interessadas quando são completamente o oposto, leva-me à indiferença sobre qualquer contacto que possa vir a ser estabelecido futuramente.
Vai ver se eu estou na esquina, vais?

terça-feira, 22 de julho de 2008

Soul Mates

Há pessoas que definitivamente não aparecem na nossa vida por acaso.
Há pessoas que por vezes nos passam ao lado, que não sabemos aproveitar. Eu tenho a sorte e o privilégio de ter química com gente muito interessante. Química é uma palavra que assusta a muitos. Aiiii que se só pode ter olhos para uma pessoa! Não, chamemos as coisas pelos nomes. Há pessoas com quem tenho verdadeiro prazer a conversar, a disparar e disparatar palavras. Há uma clara partilha de qualquer coisa e fico contente de ter a sobriedade suficiente para o poder gozar. Se calhar estou a ser presunçosa ou simplesmente vivo na bolinha mágica que normalmente atribuem aos Peixes e mais ninguém sente isto.

São amigos. Amigos. Ligações tão prazenteiras que me fazem ter mais cuidado e carinho com os seus alvos do que com muito boa gente com quem lido com frequência, ainda que aquelas apenas se baseiem num contacto anual.

São paixões platónicas. Aiii paixões, tanto medo! Há muitas maneiras de estar apaixonada. Pela vida, pelos animais, pel'O Tal... Nestas relações, num plano superior e que muitas fazes me fazem sentir numa realidade paralela (fui dar ali uma voltinha e volto já mais quente por dentro) tudo gira e passa ao lado. Assim mesmo, intemporal.

Fico mesmo contente por poder reconhecer isto tudo. E mais? Se alguém achar que sou uma vadia, olhe, arranje-se! Coisa feia, a inveja!


P.S. Tenho outro tipo de pessoas igualmente grandiosas na minha vida, com outra química e que interferem naquilo que sou de maneira poderosa e não são menos valiosas por não encaixarem no tema deste post ;)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Fenistil

Os livros enchem-me. Enchem-me de tudo, alegria, melancolia, ansiedade, calma e até de comichão. Às vezes comichão na barriga, outras vezes na alma. Às vezes até provocam irritações que se curam com, claro, outro livro. Lá está, os livros até me podem encher de pomadinha e melhorar o meu dia. Mas mesmo uma irritaçãozinha literária consegue ser um bocadinho boa, quanto mais não seja porque nos faz, como qualquer irritação, procurar a sua causa e isso meus caros, chama-se reflectir, nem que o resultado seja descobrir uma alergia!

Saco de Ar

Falo contigo e falo vazio. Porque tu és vazio ou não fosses imaginário (sim Ângela, os amigos imaginários podem ter amigos imaginários - no fundo isto é culpa tua). Falo e tudo o que digo sai mudo, sem qualquer significado ou recheio para ti. Como não tens limites, não há nada que te preencha, tudo se desvanece, não tens sequer o direito de dizer que te toca muito menos que te trespassa. És vazio tu, e deixas vazio o meu eu. E como à volta tudo é espaço, as palavras continuam a perder-se. Agora que penso, que saiam elas duma vez, que me abandonem e libertem um pouco de vazio em mim (com limites, claro). Pode ser que fique (ainda) mais leve. E aí, ao contrário de ti que és vazio, eu vou voar.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Estou aqui!

Sono ritornata. Apesar de todos os atrasos, tive muita sorte com quem me fui cruzando, sendo presenteada com imensa simpatia e cuidado.
Mas nao me sinto, ainda.
Depois de ter chegado tao tarde precisava de um descanso que nao veio. Sonhei, muito, mais ainda do que o costume. Ora bolas.
Tenho de me reenquadrar.
E o meu ultimo mes de trabalho ca, estou contente, aliviada.
Nao ha nenhum lugarzinho em Portugal para mim? Gosto de trabalhar, de contactar com o mundo, de me mexer, de organizar, de conhecer.
E ate sei qualquer coisita de design!

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Nem carne nem..

Numa conversa sobre nomes estranhos de terras, fiz a pergunta típica:
"Como se chamam os habitantes de Rio Cabrão?"
"Peixes", respondeu prontamente o João.
Arrumou comigo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Terra (minha...) nossa!

Perante uma reclamação nossa relativamente ao duplo furto de uma viatura, deixo a interessante troca de correspondência com a Inspecção Geral da Administração Interna.

Relatório da PSP:



Resposta:



sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Roma amoR? II

Há sensações às quais nunca me irei habituar. Uma é despedir-me de alguém e pensar q difícilmente a tornarei a ver, por muitas mensagens que fiquem prometidas de enviar.
A menina senhora a quem dei um Topo Cristina (eu versão ratinho da sorte) trabalhou hoje pela última vez naquele estúdio. E mesmo que volte um dia, eu já não estarei lá para a receber. Era o óleo que fazia todas as nossas rodas dentadas girar. Era tudo, era a que nos convencia que, apesar de tudo, valia a pena insistir. Ela não conseguiu insistir mais. Ali às vezes parece que andamos contra uma parede e a sensação que temos quando tentamos ir mais além é a de voltar para trás.
Leis da física n é? I'll miss you bella!

Outra sensação estranha é a de me aperceber que alguém significa mais para mim do que eu pensava sentir. Há coisas que nos despertam, que nos aproximam. Há alturas em que nos sentimos mais humanos e sentimos que os sorrisos revelam o que não fazia sentido nenhum antes. Preciso de agarrar as rédeas de novo, agora que sinto o equilíbrio em mim (que saudades da equitação!...). Devo sapere cercare quello che voglio.

Hoje senti o que talvez sentirei quando me for embora. Pelo menos uma amostra. Senti Roma como uma personagem, uma presença e senti-me abraça-la porque seria dela que mais sentiria falta.
Mas estas histórias não têm fim. Têm, isso sim, a indicação para virar a página.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Reciclar, o que é isso?

Em Portugal conheço várias pessoas que tentaram fazer separação do lixo para reciclar mas, dado que os únicos contentores para tal efeito eram a quilómetros de distância, acabaram por desistir (ainda que tenham tentado alertar os responsáveis para a mesma falha).

Aqui, vejo com frequência contentores de reciclagem. Perto de casa, mesmo MESMO pertinho, temos 2 conjuntos. Mas ninguém cá parece perceber para que servem ou porque é que se deve reciclar. Isso faz-me confusão. Especialmente com o índice de poluição desta cidade.

Aqui em casa tentei por várias vezes por sacos na cozinha para se separar o lixo. 20 cm acima do saco do lixo comum, mas mesmo assim não resultou. Fui fazendo o que pude, e também no meu quarto tenho sacos.

Mas mexe com todos os químicos que tenho dentro de mim chegar a casa e ouvir que foi tudo para o lixo (junto) porque estavam muitos bichos a sobrovoar a zona. É mais que sabido que SÓ pode ser do papel! Ou das garrafas de plástico! Vá lá, até poderia ser dos tabuleiros de esferovite da carne (passados por água), mas o facto é que os restos de comida vão, pura e simplesmente, para o lixo COMUM.

Também gosto particularmente quando me ameaçam "este saco está cheio, se não o levas para reciclar, levo tudo para o lixo" - um contentor ao lado.

Que raio, mas estão a fazer-me assim um favor tão grande?!...

Haja ignorância!




(sobre reciclagem considero este post muito interessante)

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"Treno"

Passa uma linha de comboio perto daqui de casa.
Passam muitos comboios, alguns bastante grandes, demoram como se insistissem para corrermos atrás.

Garanto-vos que apanho maior parte dos comboios que passam. Por vezes até parto primeiro que eles. Já fui até aos confins do mundo. Mas, quem diria, este é redondo e acabei sempre aqui.
Por isso estou a precisar de ir para aí.

Mi manca qualcosa...